Atividade contínua em segundo plano e uso de outros recursos para funcionar fazem com que apps sejam vilões do celular; veja dez que mais drenam bateria mesmo fechados;
Mesmo quando o celular está no bolso ou com a tela apagada, alguns aplicativos continuam trabalhando silenciosamente em segundo plano — e esse comportamento explica por que a bateria parece acabar cada vez mais rápido. O problema não está apenas no tempo de uso, mas na forma como alguns apps utilizam recursos de localização, rede móvel, Wi-Fi, sincronização de dados e envio de notificações. Redes sociais, serviços de mapas, transporte e streaming estão entre os principais responsáveis por esse consumo invisível. A seguir, entenda por que isso acontece e quais são os dez apps que mais drenam bateria.
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Veja detalhes sobre consumo de bateria e os 10 apps que mais drenam o recurso
No índice abaixo, confira os tópicos que serão abordados nesta matéria do TechTudo.
- Por que eles drenam bateria mesmo “fechados”?
- Os 10 apps que mais drenam bateria
- O que fazer para economizar bateria?
1. Por que eles drenam bateria mesmo “fechados”?
Fechar um aplicativo não significa, necessariamente, que ele parou de funcionar. Muitos apps continuam ativos para atualizar conteúdo, sincronizar dados ou manter serviços importantes prontos para uso imediato. Um dos fatores mais comuns é a atividade em segundo plano, quando o software segue rodando sem que o usuário perceba. Isso acontece, por exemplo, para atualizar feeds, baixar novos conteúdos ou manter conexões ativas com servidores.
Outro ponto crítico é o uso constante da localização. Aplicativos que têm permissão para acessar o GPS o tempo todo podem consultar a posição do usuário diversas vezes ao dia, mesmo sem navegação ativa. Esse processo exige bastante energia, principalmente quando combinado com rede móvel.
As notificações também pesam. Cada alerta recebido faz o sistema sair de um estado de economia de energia, acender a tela e ativar processos internos. Quando há excesso de notificações — algo comum em mídias sociais, apps de e-commerce e delivery — o impacto na bateria é muito grande. Além disso, o uso contínuo de rede, seja via Wi-Fi ou dados móveis, completa o combo que explica por que alguns aplicativos drenam bateria mesmo quando parecem estar “parados”.
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2. Os 10 apps que mais drenam bateria
2.1 Instagram
O Instagram está entre os aplicativos que mais consomem bateria por combinar vários processos pesados ao mesmo tempo. A sincronização constante mantém o feed sempre atualizado, enquanto o pré-carregamento de vídeos exige uso intenso de rede e processamento. O consumo tende a aumentar ainda mais quando notificações frequentes e acesso à localização estão ativados, já que o app continua ativo em segundo plano mesmo sem interação direta do usuário.
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2.2 Facebook
Conhecido pelo alto consumo em segundo plano, o app da Meta costuma rodar serviços invisíveis que atualizam o feed e coletam dados mesmo quando o aplicativo não está aberto. Esse comportamento mantém processos ativos no sistema e contribui para um gasto contínuo de bateria ao longo do dia, principalmente em aparelhos com menos (ou sem) otimizações de gerenciamento de energia.
2.3 TikTok
O app da ByteDance exige muito da bateria por trabalhar quase exclusivamente com a reprodução contínua de vídeos. Além do alto consumo durante o uso, o app mantém atividades em segundo plano para alimentar o sistema de recomendações, o que envolve cache pesado e processamento constante. Além do impacto na autonomia da bateria, esse comportamento pode influenciar no aquecimento do aparelho.
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2.4 Google Maps
Aplicativos de navegação estão entre os maiores vilões quando o assunto é bateria, e o Google Maps é um dos principais exemplos. O uso frequente do GPS consome muita energia, principalmente quando a permissão de localização está configurada como “sempre permitir”. Nesses casos, o app pode acessar a localização mesmo sem uma navegação ativa.
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Apps de transporte como Uber e 99 monitoram a localização de forma recorrente para verificar disponibilidade, status de corridas e promoções. O monitoramento constante, somado a atualizações frequentes em segundo plano, faz com que o consumo de bateria seja elevado. Por isso, o ideal é limitar o acesso à localização para apenas durante o uso do app.
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2.6 WhatsApp
Embora pareça um inofensivo mensageiro, o WhatsApp drena — e muito — a bateria do celular. Para funcionar, o app mantém sincronização contínua, utiliza criptografia de ponta a ponta e realiza backups automáticos, além de lidar com um grande volume de notificações. Somando tudo isso, o sistema não consegue entrar em repouso por longos períodos e, como consequência, o consumo é alto.
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2.7 Gmail
O Gmail utiliza push de e-mails em tempo real, o que significa que o aplicativo está sempre atento à chegada de novas mensagens. Quando várias contas estão conectadas ao mesmo app, a sincronização frequente se intensifica e o consumo de bateria tende a crescer, mesmo sem abertura constante do aplicativo.
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2.8 YouTube
Além do alto gasto durante a reprodução de vídeos, o YouTube pode consumir bateria em segundo plano com atualizações, downloads e notificações frequentes. O pré-carregamento de conteúdo também contribui para manter processos ativos, principalmente quando o app é usado com frequência ao longo do dia.
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2.9 Spotify
O Spotify combina streaming contínuo com armazenamento de cache local, o que exige uso constante de rede e processamento. Em alguns casos, o aplicativo pode manter processos ativos mesmo quando a reprodução de música está pausada. Além disso, configurações de modo offline mal ajustadas também podem aumentar o consumo de bateria.
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2.10 Apps de compras e delivery
Aplicativos como Shopee, AliExpress, iFood e Amazon costumam abusar de notificações e atualizações frequentes de ofertas, pedidos e promoções. Esse comportamento mantém o celular em atividade constante, com acesso recorrente à internet e ao sistema de notificações, o que influencia diretamente na autonomia da bateria.
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3. O que fazer para economizar bateria?
Apesar de muitos desses aplicativos serem praticamente indispensáveis, é possível reduzir a influência deles na autonomia da bateria com alguns ajustes simples. Um dos passos mais importantes é revisar as permissões de localização e evitar o uso em segundo plano sempre que não for importante. Em muitos casos, definir o acesso como “somente durante o uso” já faz uma grande diferença.
Vale também controlar a sincronização automática. Nem todo app precisa atualizar dados o tempo todo, e limitar esse comportamento reduz o uso de rede e processamento. O mesmo vale para notificações: desative alertas desnecessários, principalmente de apps de compras e redes sociais. Isso evita que o sistema seja ativado a todo momento.
Outra medida é acompanhar o consumo de bateria nas configurações do próprio celular. Tanto Android quanto iOS possuem ferramentas que mostram quais aplicativos mais gastam energia, permitindo identificar vilões específicos e tomar decisões mais precisas, como restringir atividades em segundo plano ou até repensar o uso de determinados serviços.
Por fim, manter o sistema atualizado e usar os modos de economia de bateria disponíveis no aparelho ajuda o sistema a gerenciar melhor os recursos, equilibrando desempenho e autonomia.
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