TAXA DAS BLUSINHAS CAIU

Fim da taxa das blusinhas reduz preços na Shein e Shopee? Especialista explica

Especialista ouvida pelo Folha Vitória explica os efeitos imediatos do fim da taxa das blusinhas para o bolso do consumidor; veja o que muda;

Fim da taxa das blusinhas reduz preços na Shein e Shopee? Especialista explicaFim da taxa das blusinhas reduz preços na Shein e Shopee? Especialista explicaFim da taxa das blusinhas reduz preços na Shein e Shopee? Especialista explicaFim da taxa das blusinhas reduz preços na Shein e Shopee? Especialista explica1.0x

Foto: Canva

O governo federal anunciou nesta terça-feira (12) o fim da chamada taxa das blusinhas, medida que impactava compras internacionais de pequeno valor feitas em plataformas como ShopeeShein e AliExpress. Com isso, as compras nesses sites vão ficar mais baratas? Especialista ouvida pelo Folha Vitória explica o que muda.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma Medida Provisória que acaba com a cobrança sobre compras internacionais de até US$ 50. Além disso, uma portaria deve oficializar a zeragem da alíquota federal para esse tipo de importação.

Segundo Ceron, a medida representa um avanço no processo de regularização das compras online no país. “Conseguimos combater o contrabando e regularizar o setor de compras online”, afirmou.

O que muda para quem compra na Shein, Shopee e AliExpress

Com o fim da taxa, consumidores devem perceber redução nos preços finais de diversos produtos vendidos por plataformas internacionais, especialmente itens de menor valor.

A assessora de investimentos Erika Almeida, membro do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Espírito Santo (Ibef-ES), explica que roupas, acessórios, itens de beleza e pequenos eletrônicos tendem a ficar mais baratos imediatamente.

Na prática, o consumidor deve voltar a pagar menos nas compras internacionais de menor valor, especialmente em plataformas asiáticas de varejo online.Erika Almeida, assessora de investimentos e membro do Ibef-ES

Apesar da mudança, o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) estadual continua sendo cobrado nas compras internacionais. Ainda assim, a especialista avalia que a redução do preço final deve ser significativa em muitos casos.

“Itens que haviam perdido competitividade frente ao varejo nacional tendem a voltar a ficar mais baratos”, explica.

Produtos que devem ficar mais baratos

Entre os itens apontados por Erika Almeida que podem ter queda de preço nos próximos dias estão:

  • roupas e acessórios;
  • bijuterias e itens de moda;
  • maquiagens e produtos de beleza;
  • capinhas e acessórios para celular;
  • carregadores;
  • utensílios domésticos;
  • produtos de papelaria;
  • itens de decoração;
  • pequenos eletrônicos.

Segundo Erika Almeida, esses produtos eram os mais afetados pela tributação por dependerem de preços mais competitivos para atrair consumidores.

Compras internacionais devem voltar a crescer

A expectativa é que a decisão do governo federal reaqueça o mercado de compras internacionais no Brasil, especialmente entre consumidores jovens e acostumados a comprar pela internet.

Além da redução de preços, a especialista aponta um efeito de confiança entre os consumidores.

“Na ocasião da taxação, muitas plataformas registraram queda no tráfego e no número de pedidos porque parte da vantagem de preço desapareceu. Se os produtos voltarem a custar menos, o consumidor naturalmente tende a retornar para marketplaces internacionais em busca de variedade e economia”, afirmou.

Impacto para consumidores e varejo nacional

A medida deve beneficiar consumidores, plataformas internacionais e importadores, que voltam a ganhar competitividade no mercado brasileiro.

“Os três grupos podem se beneficiar, mas o maior ganho imediato tende a ser do consumidor, que volta a ter acesso a preços mais baixos pelos mesmos produtos que antes consumia”, destaca a especialista.

Por outro lado, na visão de Erika Almeida, o varejo nacional pode enfrentar maior concorrência, principalmente nos segmentos de moda, acessórios e eletrônicos.

“O varejo nacional pode enfrentar pressão maior, especialmente segmentos de moda, acessórios e eletrônicos baratos, que competem diretamente com produtos importados de baixo custo”, ressalta.

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