Saiba quais aparelhos merecem mais atenção e descubra hábitos simples que ajudam a reduzir o consumo de energia
Para evitar que a conta de luz suba sem você perceber, é preciso identificar o consumo invisível de eletrodomésticos como a geladeira, a máquina de lavar roupas, a air fryer, o micro-ondas e o ar-condicionado. Deixar a geladeira trabalhando além do necessário, usar a air fryer por longos períodos, manter o ar-condicionado em temperaturas muito baixas e deixar aparelhos constantemente no modo de espera (stand-by) são alguns exemplos de situações que podem aumentar o valor da fatura.
No entanto, o gasto de energia depende principalmente da potência do aparelho, do tempo de funcionamento e da frequência de uso. Isso significa que um equipamento compacto, como uma air fryer, pode consumir bastante energia quando utilizado diariamente, enquanto outra de maior porte pode ter um impacto menor na conta se tiver alta eficiência energética. Para ajudar a identificar quais aparelhos merecem mais atenção, lista cinco eletrodomésticos que podem pesar na conta de luz. Confira!
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1. Geladeira
A geladeira figura como um dos eletrodomésticos que mais pesam na conta de luz, uma vez que permanece conectada à tomada durante as 24 horas do dia. Afinal, para manter os alimentos conservados de forma segura, o compressor do aparelho precisa ser acionado de tempos em tempos para equilibrar a temperatura interna. Contudo, hábitos muito comuns no cotidiano acabam forçando esse motor a trabalhar mais do que o necessário. Abrir a porta a todo instante, por exemplo, deixa o ar quente da cozinha entrar, assim como guardar panelas ainda quentes exige um esforço dobrado do sistema.
Somado a isso, o desgaste nas borrachas de vedação permite a troca constante de ar com o ambiente externo, o que faz o motor ligar com mais frequência. Por essa razão, instalar o aparelho em um local arejado, distante do fogão e respeitando as distâncias mínimas recomendadas pelo fabricante garante um funcionamento muito mais econômico. Caso a sua geladeira seja antiga, vale considerar a troca por um modelo com Selo Procel ou classificação A da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) do Inmetro, já que a economia obtida no mês compensa o investimento no novo produto ao longo do tempo.
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2. Máquina de lavar roupa
Embora a máquina de lavar não fique ligada o dia todo, o seu impacto na fatura no fim do mês pode surpreender. Isso acontece porque a frequência das lavagens e a escolha de ciclos muito longos acumulam um gasto expressivo de energia. Além disso, acionar a função de lavagem com água aquecida exige uma potência extra do equipamento, devendo ser reservada apenas para roupas com sujeiras realmente difíceis.
Outro comportamento prejudicial é ligar a lavadora poucas vezes na semana com meia carga de roupas. Para aproveitar melhor a água e a energia, o ideal é acumular as peças para utilizar a capacidade total indicada no manual. Além de optar pelos programas econômicos oferecidos pelas fabricantes, lembre-se de tirar o aparelho da tomada ao término da lavagem, pois, mesmo em modo de espera, ele continua consumindo uma pequena quantidade de eletricidade.
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3. Air fryer
A air fryer conquistou as cozinhas pela praticidade no preparo das refeições, mas o seu tamanho compacto transmite a falsa ideia de que o consumo de energia é baixo. Na realidade, a maioria dos modelos apresenta potência entre 1.200 W e 2.500 W, valor equivalente ou superior ao de muitos eletrodomésticos de grande porte. Como o gasto na conta depende da potência multiplicada pelo tempo de uso, o uso diário prolongado pode trazer sustos na fatura.
Para quem costuma preparar vários alimentos em sequência na fritadeira elétrica, o acúmulo de minutos ligados se reflete diretamente no valor cobrado pela operadora de energia. Sendo assim, evitar o pré-aquecimento longo e desligar o aparelho assim que o alimento atingir o ponto ideal são medidas simples que ajudam a conter o desperdício sem abrir mão da facilidade.
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4. Micro-ondas
O micro-ondas costuma ser visto como um aparelho econômico por funcionar durante poucos minutos ao longo do dia. Apesar disso, o equipamento trabalha com potências elevadas, variando em média de 700 W a 2.000 W. Quando a casa conta com uma família grande que liga o aparelho várias vezes para aquecer pratos, preparar bebidas ou descongelar carnes, o consumo somado no final do mês se torna bastante significativo.
Diante desse cenário, planejar o aquecimento dos alimentos em lote evita ligar o painel repetidas vezes sem necessidade. Vale dar atenção também ao visor digital e ao modo stand-by: caso o micro-ondas seja pouco utilizado durante a semana, mantê-lo fora da tomada impede que o consumo passivo de energia pese no orçamento no longo prazo.
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5. Ar-condicionado
Conhecido pelo elevado consumo elétrico, o ar-condicionado nem sempre é o único culpado pelo valor alto da conta, já que o modo de uso influencia bastante esse desempenho. Ajustar o termostato em temperaturas extremamente baixas força o compressor a operar na potência máxima continuamente. Do mesmo modo, manter portas ou janelas frestadas permite a entrada do calor da rua, reduzindo a eficiência da refrigeração.
Outro fator determinante envolve a higiene do aparelho, pois filtros sujos bloqueiam o fluxo do ar e fazem o motor trabalhar com mais esforço. Da mesma forma, escolher um modelo com capacidade de BTUs abaixo do tamanho do cômodo fará o equipamento rodar sem parar na tentativa de gelar o espaço. Garantir a manutenção em dia e dimensionar o aparelho corretamente são os primeiros passos para equilibrar o conforto térmico e a economia.
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6. O que realmente determina o gasto de cada eletrodoméstico?
Existe um mito recorrente de que aparelhos com maior potência sempre gastam mais energia do que os menores. No entanto, a potência indica apenas a quantidade de watts que o equipamento necessita para funcionar em um determinado instante. O cálculo real do consumo mensal precisa considerar obrigatoriamente quantas horas aquele produto permanece ligado no período. Para entender essa conta na prática, utiliza-se a seguinte equação matemática: Consumo (kWh) = potência (W) ÷ 1.000 × tempo de uso (horas)
Uma air fryer de 1.500 W, utilizada durante meia hora por dia, consome cerca de R$ 0,75 kWh por ciclo. Em contrapartida, a geladeira possui uma potência bem menor, mas, por funcionar durante as 24 horas do dia, acumula um consumo em quilowatts-hora significativamente maior no fechamento do mês.
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7. Como descobrir quanto cada aparelho gasta na sua casa?
O método mais simples para descobrir o gasto de um produto consiste em checar a potência informada na etiqueta técnica ou no manual de instruções. Com esse dado em mãos, basta estimar as horas de uso diário e aplicar a fórmula em kWh. No caso específico das geladeiras, a própria etiqueta já traz uma estimativa do consumo médio mensal para facilitar a consulta do consumidor.
Caso você queira uma medição exata no dia a dia, é possível utilizar medidores digitais de tomada, que são conectados entre o plugue e a parede para registrar o consumo em tempo real. Além dessa ferramenta, a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE), desenvolvida pelo Inmetro, serve como um guia excelente na hora da compra, pois classifica os aparelhos mais eficientes das categorias de A a E.
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5 hábitos que ajudam a reduzir o consumo
- Dica 1. Evite abrir a geladeira sem necessidade: planeje o que vai retirar do refrigerador antes de abrir a porta e aguarde os alimentos esfriarem antes de armazená-los.
- Dica 2. Aproveite melhor a capacidade da máquina de lavar: sempre que possível, reúna roupas suficientes para utilizar a capacidade adequada da máquina e prefira programas econômicos quando apropriado.
- Dica 3. Use a air fryer pelo tempo recomendado: evite prolongar o funcionamento além do necessário e prepare alimentos em uma única etapa sempre que possível.
- Dica 4. Utilize o micro-ondas de forma planejada: agrupe o aquecimento dos alimentos e evite ligar o aparelho repetidamente para pequenas porções ao longo do dia.
- Dica 5. Faça a manutenção do ar-condicionado: mantenha os filtros limpos, feche portas e janelas durante o funcionamento e ajuste temperaturas entre 23 °C e 25 °C, faixa que costuma oferecer bom equilíbrio entre conforto e eficiência energética.
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* Com informações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Ministério de Minas e Energia, Inmetro, Neoenergia e Cemig.










