ASSISTIRAM TODOS OS JOGOS

Emprego dos sonhos? Eles ganharam mais de R$ 250 mil para assistir a todos os jogos da Copa do Mundo

Dupla de torcedores passou mais de um mês acompanhando todas as partidas da competição em uma estrutura montada no coração de Nova York.

Os observadores-chefes da Copa do Mundo, Kevin Akoto e Austin Franklin, comemoram um gol durante a partida semifinal da Copa do Mundo FIFA entre Inglaterra e Argentina — Foto: REUTERS/John Sibley

Os observadores-chefes da Copa do Mundo, Kevin Akoto e Austin Franklin, comemoram um gol durante a partida semifinal da Copa do Mundo FIFA entre Inglaterra e Argentina

Os fanáticos por Copa do Mundo Kevin Akoto e Austin Franklin realizaram neste ano o sonho de qualquer torcedor de futebol: assistir a todas as partidas do torneio do início ao fim — e ainda receber por isso.

Os “chefes de observação” da emissora norte-americana Fox One vão acrescentar uma experiência inusitada aos seus currículos quando soar o apito final da partida de domingo entre Espanha e Argentina. Eles acompanharam os 104 jogos do torneio, um dos maiores eventos esportivos do mundo, realizado a cada quatro anos.

“Meu pai ganha a vida limpando vazamentos de petróleo”, disse Franklin, influenciador digital que mora em Los Angeles. “Eu fico aqui com meu amigo Kevin, assisto a todos esses jogos e ainda tenho a oportunidade de interagir com os torcedores.”

dupla passa os dias de partidas sentada dentro de um cubo de vidro na Times Square. A atração funciona quase como um aquário humano: quem passa pelo local costuma parar para observá-los e, em alguns casos, até arrasta cadeiras para acompanhar os jogos exibidos nas TVs instaladas no espaço.

Cada um dos dois recebe US$ 50 mil (o equivalente a cerca de R$ 254 mil) trabalho durante o torneio.

Ao longo da Copa, Akoto e Franklin também produziram conteúdo para as redes sociais, comentando as partidas e interagindo com os seguidores.

“Se aprendemos alguma coisa com esta Copa do Mundo, é que as pessoas estão consumindo esportes cada vez mais pelas redes sociais”, afirmou Akoto, que deixou o emprego de cozinheiro na Flórida para assumir a função.

“O que mais chama atenção nos bastidores é a forma como as pessoas estão consumindo conteúdo esportivo.”

Akoto e Franklin afirmam que aceitariam o trabalho novamente — mesmo que a Copa do Mundo passe de 48 para 64 seleções, uma possibilidade que a Fifa pretende discutir após o torneio.

“Acho que ainda não estamos cansados de assistir futebol”, disse Franklin. “Quantos jogos quiserem nos dar, nós assistiremos.”

Kevin Akoto e Austin Franklin — Foto: REUTERS/John Sibley

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