NOVA GASOLINA

Sem petróleo e feita com lixo: nova gasolina da F1 vai chegar a seu carro…

A temporada de 2026 da Fórmula 1 trouxe um regulamento novo, que gerou modificações profundas nos carros da competição. Os monopostos estão menores, equipados com motor elétrico mais potente e, dentre outras novidades, agora rodam com “combustível sustentável avançado”.

Esse é o nome dado pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) à nova gasolina de competição que abastece os F1 – também conhecida como e-fuel. Apesar de funcionar até com carros de rua, ela não não sai das refinarias tradicionais: essa nova gasolina é feita de compostos sintéticos, resíduos urbanos e até restos de algas e florestas (lixo). Tudo para emitir menos carbono na atmosfera.

Energia reaproveitada

Além das regras de competição, o regulamento da Fórmula 1 busca tirar as equipes da zona de conforto, forçando-as a encontrar soluções para problemas do mundo real. A busca por combustíveis mais sustentáveis entrou em cena sob essa proposta…

Desde 2022, os carros da categoria já rodavam com uma mistura de 90% gasolina e 10% etanol, que chegou a ser de 100% em algumas etapas de F2 e F3 no ano passado. Agora, o etanol segue presente como uma opção de complemento à ‘gasosa’, mas acompanhado de uma mudança mais complexa.

Uma vez que a fórmula da gasolina é composta, basicamente, por carbono e hidrogênio, surgiu a ideia da gasolina artificial, que corresponde à maioria do que há no tanque dos 22 carros da F1. Essa gasolina sintética não tem petróleo na sua composição e é feita em duas frentes: uma captura CO2, separando o carbono do oxigênio, enquanto outra gera hidrogênio a partir da eletrólise da água…

Ambos os processos devem ser alimentados por eletricidade de origem renovável, e o único produto jogado na atmosfera é o oxigênio puro durante a produção do combustível. Assim, obtém-se uma molécula de gasolina (C8H18) que, ao ser queimada pelo motor, já compensou sua emissão de carbono na atmosfera.

Mas ainda é necessário acrescentar aditivos ao líquido final. Para isso, a FIA permitiu que esse complemento seja obtido de diferentes formas, incluindo lixo urbano, resíduos agrícolas e até algas.

Nesse caso, as equipes e suas parceiras têm liberdade de inovar. A Mercedes-AMG, por exemplo, já revelou que busca tais substâncias complementares em resíduos de óleo de cozinha. A Ferrari, por sua vez, segue apostando em misturas de etanol. A FIA revelou, ainda, que outras montadoras trabalham com restos de colheitas agrícolas que não servem à alimentação.

Em todos os casos, aproveita-se material que não teria outra destinação em processos químicos quase secretos. A falta de destinação melhor da matéria-prima é elemento obrigatório, pois não faria sentido que o combustível sustentável fosse produzido a custa de outros problemas…

Dessa forma, no caso de vegetais, é proibido o uso de matéria-prima que compita com a cadeia de alimentos. Já o resíduo urbano permitido inclui lixo doméstico e material semelhante ao lixo doméstico que seja sólido, atóxico e que não possa mais ser reutilizado, recuperado nem reciclado.

Também estão vetados, claro, o combustível fóssil derivado de petróleo bruto e químicos sem comprovação robusta de redução de emissões.

Das pistas para as ruas
Os impactos precisos dos novos combustíveis na Fórmula 1 são incertos, já que os carros também mudaram radicalmente em termos mecânicos na temporada atual. O corpo técnico da competição, entretanto, reforça que a gasolina ‘high-tech’ tem resposta idêntica à tradicional, diferenciando-se apenas pelo modo como é fabricada.

A gasolina precisa obedecer a parâmetros bem definidos, como octanagem entre 95 e 102 RON, poder calorífico inferior entre 38 e 41 MJ/kg, densidade entre 720 e 785 kg/m³ e teor de oxigênio entre 6,70% e 7,10% em massa. Também há limites para benzeno, enxofre, chumbo, manganês, metais e curva de destilação.

Isso é especialmente importante porque, dessa forma, os produtos desenvolvidos pelas escuderias podem ser implementados mais facilmente nos carros de rua…

Em paralelo às pistas, marcas como Porsche e Renault já trabalham nas suas próprias gasolinas sintéticas, que buscarão atender a veículos a combustão em um futuro onde eles serão minoria na frota – diante do avanço na eletrificação veicular.

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