SISTEMA CARCERÁRIO

Quanto custa manter cada preso do sistema carcerário do ES

Levantamento da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) aponta que o custo médio cresceu 64% em cinco anos;

O custo mensal para manter cada pessoa detida no sistema prisional do Espírito Santo, no ano passado, foi R$ 2.514,77, em média. O que equivale a um total anual de cerca de R$ 30 mil, por pessoa. 

O valor não fica distante da média nacional no mesmo período, que totaliza R$ 2.632,40, segundo dados extraídos do painel Custo do Preso da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).

Nos últimos cinco anos, o custo médio mensal por detento aumentou  64% em relação a 2021. Confira:

  • 2021 – R$ 1.532,66
  • 2022 – R$ 1.886,53
  • 2023 – R$ 2.390,51
  • 2024 –R$ 2.528,77 
  • 2025 –R$ 2.514,77

O orçamento para manter o sistema prisional, com suas 37 unidades, alcançou R$ 790 milhões em 2025, o que equivale a  3% do gasto nacional. 

O pagamento dos servidores e profissionais de segurança consome cerca de 59% deste valor. Só no ano passado foram destinados R$ 469.515.781,64. 

O restante (R$ 319.940.721,13) equivale a despesas variadas. O principal é a alimentação (46.65%), seguida por pagamentos de água, luz, telefone, lixo, esgoto, atividades laborais, transporte de presos, manutenções variadas entre outras despesas.

INVESTIMENTO

Por nota, a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), responsável pela gestão do sistema penal capixaba, destaca que o cálculo do custo do preso segue os critérios estabelecidos pela Resolução nº 6/2012 do Ministério da Justiça. 

E que nesse contexto, o aumento registrado reflete a ampliação de investimentos em áreas estratégicas, como a realização de concursos públicos e o reforço do efetivo da Polícia Penal, melhoria das condições estruturais das unidades prisionais e a construção de novas.

“O estado do Espírito Santo busca de forma permanente realizar uma custódia com qualidade. O custo do sistema prisional está diretamente ligado ao nível de investimento que o Estado realiza para garantir a segurança e eficiência na gestão prisional”, assinala o secretário de Estado da Justiça, Nelson Merçon.

Ele acrescenta que nos últimos anos houve ampliação do quadro de servidores, investimentos em saúde prisional, em melhorias estruturais em diversas unidades, além da construção de novos estabelecimentos penais.

“Esse conjunto de ações impacta no custo médio, mas, sobretudo, eleva a qualidade do serviço prestado e contribui para um sistema mais seguro, organizado e preparado para a ressocialização”, afirma Merçon.

Confira mais Notícias

USO DA GELADEIRA

Erros no uso da geladeira podem aumentar a conta de luz em até 30%

RONCADOR

Roncar é perigoso? Especialista explica os riscos e como tratar o problema

RADAR ELETRÔNICO

Pode ter radar sem placa de aviso? Veja o que diz a lei

MELHORES ROBÔS

6 robôs aspiradores que valem a pena em abril de 2026

SAIBA LER O RÓTULO

Aprenda a ler rótulos de alimentos e fazer escolhas mais saudáveis

TOME CUIDADO

Fuja do prejuízo: 3 erros comuns que cometemos na compra de um carro usado…

TOME CUIDADO

Metade dos brasileiros lava carne antes de cozinhar, aponta USP; entenda por que hábito põe saúde em risco

NOVA PLACA

Placas novas? Associação que representa os Detrans diz que mudanças podem impor custos ao cidadão