ALIMENTOS

Quais alimentos enlatados valem a pena e quais merecem cuidado?

Os alimentos enlatados conquistaram espaço na rotina por um motivo simples: são práticos, duráveis e geralmente mais acessíveis. Atum, milho, sardinha, legumes e grãos em conserva facilitam o preparo das refeições e reduzem o desperdício, já que dispensam consumo imediato.

Mas a fama de “comida pouco saudável” não surgiu por acaso. Embora o processo de enlatamento seja seguro, feito por esterilização ou pasteurização, o que elimina microrganismos, a qualidade nutricional varia bastante de produto para produto. Alguns preservam boa parte dos nutrientes naturais; outros chegam à mesa carregados de sal, açúcar, gorduras e aditivos químicos…

Por isso, o impacto dos enlatados na saúde não depende apenas do formato da embalagem, mas do tipo de alimento, da frequência de consumo e, principalmente, do que diz o rótulo…

Quais enlatados valem a pena, ou não?
Entre as melhores opções estão os enlatados mais simples, com poucos ingredientes e sem excessos de sódio, açúcar ou conservantes.

Peixes enlatados, como atum e sardinha, costumam ser boas escolhas. Eles fornecem proteínas de alta qualidade, ômega-3, vitamina D, vitamina B12 e minerais importantes para o funcionamento do organismo. O ideal é optar por versões conservadas em água ou azeite, evitando aquelas imersas em óleos refinados.

Legumes e vegetais, como milho, ervilha, cenoura, palmito e cogumelos, também podem fazer parte da rotina, desde que não tragam grandes quantidades de sal. Quando isso não for possível, lavar bem o conteúdo antes de consumir ajuda a reduzir o sódio.

Leguminosas, como grão-de-bico, lentilha e ervilha, mantêm boa parte das fibras, proteínas e minerais mesmo após o enlatamento. Ainda assim, versões com caldo costumam ser ricas em sal — enxaguar e ferver rapidamente pode melhorar o perfil nutricional…

Já alguns produtos merecem atenção redobrada. Sopas prontas, molhos ultraprocessados, frutas em calda e carnes em conserva costumam concentrar grandes quantidades de sódio, açúcar, gorduras e aditivos como glutamato monossódico e conservantes químicos. O consumo frequente desses itens está associado a maior risco de hipertensão, obesidade, alterações no colesterol e doenças metabólicas.

Como consumir sem prejuízo à saúde
Os alimentos enlatados não precisam ser banidos da alimentação — o segredo está no uso consciente. Eles funcionam melhor como apoio ocasional, quando não é possível recorrer a alimentos frescos ou minimamente processados…

Ler atentamente os rótulos é fundamental. Quanto menor a lista de ingredientes, melhor. Prefira produtos sem açúcar adicionado, com baixo teor de sódio e sem gorduras saturadas. Sempre que possível, dê preferência às versões em água, no próprio suco ou em azeite.

O armazenamento também faz diferença. As latas devem ser mantidas em local fresco, seco e longe da luz direta, sem sinais de ferrugem, estufamento ou vazamento. Organizar por data de validade e consumir primeiro as mais antigas evita riscos desnecessários…

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