MAMONAS ASSASSINAS

Pelados em Santos: conheça a história por trás do maior sucesso dos Mamonas Assassinas

Vocalista Dinho escreveu a letra em homenagem a um primo, no final de 1991, em Praia Grande (SP). A canção segue fazendo sucesso 30 anos depois do acidente aéreo que matou os cinco integrantes da banda.

Se você nasceu nos anos 1990, provavelmente se lembra de estar no carro — talvez, uma Brasília na cor amarela — e essa música começar a tocar no rádio: “Mina, seus cabelo é da hora. Seu corpão violão. Meu docinho de coco. Está me deixando louco”.

Jorge Santana, CEO da marca Mamonas Assassinas e primo do vocalista Dinho, garantiu que Pelados em Santos foi “inegavelmente” o maior sucesso da banda. Lançada em 1995, a canção segue fazendo parte da cultura brasileira 30 anos depois do acidente aéreo que matou os cinco integrantes.

A irmã do vocalista, Grace Kellen Alves, afirmou com orgulho que a letra foi escrita 100% por Dinho no final de 1991, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Santana acrescentou que a música inicialmente se chamaria Pitchulinha, depois teve uma alteração para Mina e aí virou Pelados em Santos.

Mas, por que a mudança de cidade? De acordo com Claudio Sterque, que é historiador especializado em Praia Grande, Dinho escreveu a música em um dos finais de semana que passou no bairro Vila Caiçara. “Mudou para Santos por ser uma cidade mais conhecida [naquela época]”, explicou ele.

Brasília amarela em memorial dos Mamonas Assassinas — Foto: Paola Patriarca/g1

Brasília amarela em memorial dos Mamonas Assassinas

Santana contou que a inspiração do vocalista foi uma brincadeira com outro primo deles, que era da Bahia. “Em visita a São Paulo, via as meninas de biquíni e falava: ‘Rapaz, olha que pitchulinha, olha que docinho de coco”, disse o CEO dos Mamonas Assassinas.

Grace acrescentou que o irmão guardou as gírias que o primo usava e escreveu a música “em um estilo brega meio Reginaldo Rossi”. Dinho contou essa história em 1995, durante uma participação do Mamonas Assassinas no antigo Programa Livre, de Serginho Groisman.

“Eu estava na praia, passou uma menina bonita e eu lembrei dele [primo] na hora, né? Falei que se ele está aqui, ele já fala: ‘E aí gostosona, tesudão’. Aí, eu comecei a escrever essa música para ele”, contou o vocalista na ocasião.

30 anos do acidente

Memorial em homenagem aos Mamonas Assassinas tem centro de incubação para mudas com cinzas

Trinta anos após o trágico acidente aéreo que matou os cinco integrantes dos Mamonas Assassinas, as famílias inauguraram um memorial feito em homenagem aos músicos no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Ele foi aberto ao público na quarta-feira (4).

O espaço receberá cinco jacarandás, cada um representando Dinho, Bento, Samuel, Júlio e Sérgio, em um gesto simbólico de “renovação e eternidade”.

Conforme o Jardim BioParque Memorial, as urnas ficarão no centro de incubação de 12 a 24 meses, período em que as sementes vão germinar e se tornar mudas de jacarandá.

Assim que tiver o desenvolvimento das mudas, haverá o plantio na área do memorial criado para a banda. Na frente do espaço está a famosa Brasília amarela. Já atrás estão os túmulos dos integrantes dos Mamonas.

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