Receber o diagnóstico de pré-diabetes não significa apenas acompanhar exames mais de perto. A atividade física passa a ser uma das principais ferramentas para evitar a progressão da condição e reduzir o risco de desenvolver diabetes tipo 2.
Entre as modalidades mais recomendadas estão os exercícios aeróbicos, como caminhada rápida, corrida, ciclismo e natação, combinados ao treinamento de força, que inclui musculação, exercícios com elásticos, pesos livres ou mesmo o uso do peso do próprio corpo.
Segundo a American Diabetes Association, recomendação adotada também pela SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes) e pela SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), o ideal é acumular pelo menos 240 minutos semanais de atividade física. Desse total, cerca de 150 minutos devem ser dedicados aos exercícios aeróbicos e 90 minutos aos treinos de resistência, distribuídos em duas sessões semanais de 45 minutos…
No entanto, não é preciso atingir essa meta imediatamente para colher benefícios. Qualquer aumento no nível de atividade física já contribui para melhorar a saúde metabólica. Pequenas mudanças na rotina, como caminhar até compromissos próximos, trocar o elevador pelas escadas ou deixar o carro na garagem para trajetos curtos, ajudam a reduzir o sedentarismo.
Quando a escolha precisa ser feita entre musculação e atividade aeróbica, a segunda costuma oferecer vantagens adicionais por aumentar o gasto energético e favorecer a perda de peso, fator importante para combater a resistência à insulina. Ainda assim, a combinação das duas modalidades produz os melhores resultados…
Por que o exercício ajuda a reverter o pré-diabetes
Os benefícios vão além da queima de calorias. Durante a prática de exercícios, o organismo se torna mais eficiente na captação de glicose pelas células, enquanto ocorre redução da ação de hormônios que elevam os níveis de açúcar no sangue. A atividade física também auxilia no controle do peso corporal e na redução do estresse, fatores diretamente ligados ao risco de progressão do pré-diabetes.
O exercício, porém, não atua sozinho. Alimentação equilibrada e, quando necessário, medicamentos fazem parte da estratégia de controle da glicemia. Dietas ricas em fibras e proteínas, com consumo moderado de carboidratos, costumam ser recomendadas, sempre com orientação individualizada de um nutricionista. O acompanhamento de um endocrinologista e de um profissional de educação física também é importante para definir metas e intensidades adequadas…
Outro ponto importante é compreender que o pré-diabetes não é exatamente curado, mas pode ser revertido. Quando os níveis de glicose e a sensibilidade à insulina retornam a faixas saudáveis, a predisposição genética associada à dificuldade de metabolizar a glicose continua presente. Por isso, hábitos saudáveis não devem ser encarados como uma intervenção temporária, mas como parte permanente da rotina para preservar a saúde metabólica ao longo da vida…










