OPORTUNIDADE

Limite de renda para financiamento do Minha Casa, Minha Vida vai subir a R$ 13 mil; entenda

O governo federal vai reajustar todas as faixas do programa habitacional, subindo o limite de renda; proposta foi formalizada em reunião do grupo técnico de apoio ao conselho curador do FGTS;

O governo federal vai reajustar todas as faixas do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Na maior faixa, voltada à compra da casa própria pela classe média, o limite de renda da família vai subir de R$ 12 mil para R$ 13 mil.

A mudança foi antecipada pelo ministro Jader Filho (Cidades) em entrevista à Folha de S.Paulo no fim de janeiro. Nesta terça-feira (3), o executivo formalizou a proposta em reunião do grupo técnico de apoio ao conselho curador do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), composto por representantes de trabalhadores, empregadores e governo.

Pela proposta, a faixa 1 do programa terá o limite de renda ampliado de R$ 2.850 para R$ 3.200. Nessa faixa, as famílias têm acesso a moradias subsidiadas pelo governo, com recursos do Orçamento transferidos ao FAR (Fundo de Arrendamento Residencial).

Nas demais faixas, as famílias podem financiar a casa própria com juros menores que os de mercado, com recursos do FGTS e do Fundo Social do Pré-Sal.

Na faixa 2, o limite de renda sobe de R$ 4.700 para R$ 5.000. Na faixa 3, o teto aumenta de R$ 8.600 para R$ 9.600. Na modalidade voltada à classe média, o limite sobe de R$ 12 mil para R$ 13 mil.

Para entrar em vigor, a mudança ainda precisa ser aprovada pelo conselho curador do FGTS.

Ampliação do valor dos imóveis

O governo também propôs ampliar o valor dos imóveis passíveis de financiamento por meio do programa. Na faixa 3, o limite passa de R$ 350 mil para R$ 400 mil. Já na modalidade classe média, o teto sobe de R$ 500 mil para R$ 600 mil. O Minha Casa, Minha Vida é uma importante vitrine da gestão petista, sobretudo em ano eleitoral.

Na atual gestão, Lula determinou a criação de uma nova faixa de renda dentro do programa, que até então contemplava apenas famílias com renda de até R$ 8.600 (faixa 3). No ano passado, o governo lançou a modalidade classe média, a partir da injeção de R$ 15 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal para operações de financiamento do programa.

O foco do governo é alavancar a compra da casa própria pela classe média, que enfrenta um gargalo diante da alta de juros e da escassez de recursos da poupança, uma das principais fontes de financiamento barato para o setor imobiliário.

Como as linhas do Minha Casa, Minha Vida têm taxas de juros reduzidas, a maior abrangência do programa daria um alívio significativo para essas famílias, com efeito indireto sobre aquelas que ganham acima do teto do programa, uma vez que a disputa pelos recursos da poupança ficaria menos acirrada.

No fim do ano passado, o governo também anunciou um novo modelo de financiamento imobiliário, dando mais flexibilidade aos bancos no uso dos recursos da poupança, numa tentativa de impulsionar o crédito habitacional no país.

Confira mais Notícias

COMUNICADO OFICIAL

Caixa volta a financiar imóveis acima de R$ 2,25 milhões pela poupança…

MAIS JOVENS

Celebridades que parecem mais jovens: especialistas revelam segredos do envelhecimento saudável

FEIRÃO LIMPA NOME

Com 81 milhões de brasileiros negativados, Serasa realiza mutirão para negociar dívidas

ATENÇÃO ESPECIAL

Pix e contas bancárias: o que dispara alerta fiscal em 2026

DENGUE VACINAS

ES recebe doses da vacina contra dengue: veja quem será imunizado e próximos passos

ÚLTIMO DOMINGO ABERTO

Supermercados abrem pela última vez aos domingos no próximo dia 22

Fim das telas gigantes? Por que carros chineses sem botões serão proibidos…

COMUNICADO OFICIAL

STF reafirma correção do FGTS pelo IPCA e veta pagamento retroativo