Quando o corpo ingere mais energia do que gasta, o que sobra vira um estoque de gordura. Dependendo de alguns fatores, como sexo, idade e estilo de vida, essa gordura fica mais concentrada em algum ponto.
Na região da barriga, ela é chamada de visceral ou abdominal e é considerada a mais perigosa para a saúde. Esse tipo de gordura não é visível, mas oferece riscos sérios ao funcionamento do corpo, ao liberar substâncias inflamatórias que podem prejudicar órgãos como fígado, pâncreas, intestino e coração, aumentando o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, pressão alta, alguns tipos de câncer e até declínio cognitivo…
Atenção! Mesmo pessoas magras podem ter gordura visceral em excesso, uma vez que esse acúmulo depende tanto de genética quanto de hábitos de vida. Alimentação rica em ultraprocessados, sedentarismo e consumo de álcool são facilitadores…
A fita métrica pode ajudar a identificar o excesso de gordura abdominal: medidas acima de 101,5 cm para homens e 89 cm para mulheres, na altura do umbigo, já indicam risco aumentado. Exames como bioimpedância e ressonância magnética são mais precisos.
Como combater a gordura visceral?
Um conjunto de práticas saudáveis, indicadas por profissionais qualificados e com resultados comprovados em estudos científicos, pode ajudar a reduzir a gordura visceral. Uma grande aliada nesse processo é a alimentação, que deve ser equilibrada, natural e nutritiva…
Elimine (ou reduza ao máximo) o consumo de produtos ultraprocessados e inclua os seguintes itens no cardápio:
Abacate: estudos mostram que seu consumo diário pode ajudar a diminuir a gordura visceral em poucas semanas, especialmente em mulheres. O abacate é rico em gorduras monoinsaturadas, fibras e antioxidantes, que atuam na redução de inflamações e melhoram o metabolismo.
Cereais integrais: pesquisas apontam que a ingestão de três ou mais porções diárias de arroz integral, aveia e trigo integral está ligada a uma menor quantidade de gordura visceral, ao contrário dos grãos refinados. Os integrais ajudam a controlar a glicemia e aumentam a saciedade…
Leguminosas: feijão, lentilha e grão-de-bico são fontes de fibras e proteínas vegetais, auxiliando no controle do peso e no funcionamento do intestino, o que contribui para o combate à gordura localizada nos órgãos internos.
Crucíferos: vegetais crucíferos, como brócolis, couve-flor e repolho, são ricos em antioxidantes. Esses nutrientes ajudam a combater processos inflamatórios associados ao acúmulo de gordura visceral, além de fornecer vitaminas e minerais importantes para o metabolismo.
Oleaginosas: castanhas e sementes, como nozes, amêndoas, chia e linhaça, fornecem gorduras de boa qualidade e fibras. Esses alimentos colaboram para a saúde metabólica, reduzem inflamações e favorecem a perda de gordura abdominal.
Os exemplos acima atuam reduzindo inflamação, melhorando o controle da glicose e aumentando a sensação de saciedade. Uma dieta rica em fibras e gorduras boas favorece a perda de peso e ajuda a evitar o acúmulo de gordura entre os órgãos.
Além disso, as propriedades antioxidantes de frutas, verduras e especiarias contribuem para neutralizar radicais livres. Isso diminui o impacto do estresse no corpo, outro fator que pode aumentar a gordura visceral.
E chás como o verde e o preto também entram como coadjuvantes na dieta. Eles contêm compostos antioxidantes e estimulam o metabolismo, colaborando para a redução da gordura abdominal…
