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Papel-alumínio vira aliado em truque contra roubo de carros; veja como…

Com a popularização das chamadas chaves inteligentes ou com sistema keyless – que permitem destravar portas e ligar o veículo por aproximação, sem tirar o controle do bolso – criminosos passaram a explorar falhas eletrônicas para furtar automóveis sem precisar tocar na chave.

Esse tipo de golpe, conhecido como relay attack (ataque de retransmissão), utiliza equipamentos capazes de capturar e ampliar o sinal de rádio emitido pelo chaveiro do carro. Com isso, ladrões conseguem enganar o sistema eletrônico do veículo e acessá-lo como se o dono estivesse por perto.

Como funciona o golpe
O relay attack geralmente envolve duas pessoas trabalhando juntas. Um dos criminosos se aproxima da residência da vítima ou de locais onde a chave do carro esteja guardada — muitas vezes dentro de casa ou no bolso do proprietário. Ele carrega um dispositivo que capta o sinal de rádio emitido pelo chaveiro…

Esse sinal é então transmitido para um segundo aparelho, operado por um comparsa que permanece ao lado do veículo. Ao receber o código, o carro acredita que a chave está próxima e libera a abertura das portas e até a partida do motor.

Como tudo ocorre por meio de comunicação sem fio, o furto pode acontecer sem arrombamento e sem sinais visíveis, o que dificulta a percepção imediata do crime. Segundo especialistas, as chaves inteligentes utilizam radiofrequência para se comunicar continuamente com sensores instalados no veículo. Essa troca de sinais contém códigos de segurança que autorizam funções como destravar portas ou ligar o motor.

Algumas montadoras adotam sistemas mais sofisticados, com códigos que mudam a cada uso ou camadas adicionais de criptografia. Mesmo assim, modelos com tecnologia keyless ainda podem ser alvo desse tipo de ataque digital.

Após conseguir levar o veículo, criminosos ainda recorrem a outros equipamentos eletrônicos para dificultar a recuperação do carro. Um deles é o “jammer”, aparelho capaz de interferir no sinal de rastreamento.

Esse dispositivo embaralha temporariamente a comunicação entre o rastreador e a central de monitoramento. Assim, os ladrões podem esconder o automóvel por algum tempo, muitas vezes abandonando-o em locais discretos até confirmar que não há busca imediata pelo veículo…

Estou certo de que esse é apenas o início de algo que vai se tornar muito maior no Brasil. A quantidade de veículos vulneráveis a essa técnica já é grande no País e irá crescer. Hoje é mais fácil furtar um carro keyless do que um convencional e isso fomenta esse tipo de ação criminosa
Ricardo Tavares, especialista em segurança cibernética…

A solução simples: papel-alumínio
Diante desse cenário, especialistas indicam algumas formas de proteção. Uma delas é utilizar bolsas ou estojos com blindagem eletromagnética, conhecidos como bolsas de Faraday, que bloqueiam o sinal da chave.

Mas existe também uma alternativa muito mais simples e barata: embrulhar a chave do carro em papel-alumínio. O motivo está na física. O metal funciona como uma espécie de gaiola de Faraday, estrutura que impede a passagem de ondas eletromagnéticas.

Como a comunicação entre chave e veículo ocorre por radiofrequência, o alumínio cria uma barreira que bloqueia ou enfraquece o sinal. Com isso, dispositivos usados por criminosos não conseguem capturar ou ampliar a transmissão da chave, dificultando a realização do ataque…

Por que o metal bloqueia o sinal
Chaves inteligentes operam em frequências de rádio – geralmente em torno de 315 MHz ou 433 MHz, dependendo da região e do fabricante. Esses sinais são de baixa potência, mas suficientes para que o carro reconheça quando o controle está próximo.

Materiais condutores, como alumínio, cobre e aço, conseguem interromper essas ondas eletromagnéticas. Quando a chave é colocada dentro de um invólucro metálico, as ondas são redistribuídas na superfície do material e não conseguem atravessá-lo. É o mesmo princípio utilizado em bolsas ou caixas especializadas para bloquear sinais eletrônicos.

Método não é infalível, mas ajuda. Embora envolver a chave em papel-alumínio não seja a solução mais prática para uso diário, especialistas afirmam que o método pode reduzir significativamente o risco de interceptação do sinal.

Há ainda outras medidas recomendadas. Como, por exemplo, manter a chave longe de portas e janelas da casa, usar estojos bloqueadores de sinal e verificar se o carro realmente travou após estacionar.

Existem carros que geram um novo código aleatoriamente sempre que o carro é trancado. Outros mantêm o mesmo indefinidamente. Por isso, se um veículo for recuperado após essa modalidade de furto, recomendo solicitar em uma concessionária a recodificação da respectiva chave
Ricardo Tavares

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