TECNOLOGIA ATUAL

Pesquisadores japoneses desenvolvem sistema de IA que pode ajudar a detectar doença rara com foto simples das mãos; entenda

Sistema de inteligência artificial identifica acromegalia com alta precisão e supera médicos experientes, preservando a privacidade dos pacientes;

Pesquisadores da Universidade de Kobe, no Japão, desenvolveram um sistema de inteligência artificial (IA) capaz de identificar a acromegalia — doença endócrina rara — a partir de fotos simples do dorso da mão e de um punho cerrado. A tecnologia dispensa imagens faciais, preservando a privacidade dos pacientes, e ainda assim alcança elevada precisão diagnóstica.

A acromegalia é uma condição incomum que geralmente surge na meia-idade e é causada pela produção excessiva de hormônio do crescimento. O distúrbio provoca aumento das mãos e dos pés, alterações na aparência facial e crescimento anormal de ossos e órgãos internos. Como evolui lentamente ao longo de anos, costuma ser difícil de reconhecer nas fases iniciais.

Mosquitos modificados poderão acabar com doença mortal

Uma fêmea do mosquito Anopheles, marcada com pó fluorescente, ao microscópio num laboratório de campo na ilha do Príncipe. Apenas as fêmeas dos mosquitos picam os humanos e, assim, espalham doenças. — Foto: Natalija Gormalova / The New York Times
Anton Cornel, à esquerda, explica os passos para uma coleta noturna de mosquitos para um coletor voluntário na vila de São Joaquim — Foto: Natalija Gormalova / The New York Times
Mosquitos cobertos de pó brilhavam verdes sob o microscópio no laboratório de campo montado por um júri no Príncipe — Foto: Natalija Gormalova / The New York Times

Cientistas acreditam que podem usar a engenharia para impedir que espécie portadora da malária transmite o parasita; tecnologia, porém, também é alvo de críticas

Sem tratamento, a doença pode levar a complicações graves e reduzir a expectativa de vida em cerca de dez anos. “Como a condição progride muito lentamente e por ser uma doença rara, não é incomum que leve até uma década para ser diagnosticada”, afirma o endocrinologista Hidenori Fukuoka, da Universidade de Kobe. Ele acrescenta: “Com o avanço das ferramentas de IA, houve tentativas de usar fotografias para detecção precoce, mas elas não foram adotadas na prática clínica.”

Privacidade como prioridade

Ao revisar estudos anteriores, a equipe observou que muitos sistemas de IA dependem de fotos do rosto para identificar doenças — algo que pode gerar preocupações quanto à privacidade. Para contornar o problema, os cientistas decidiram concentrar a análise nas mãos.

“Para lidar com essa preocupação, decidimos focar nas mãos, uma parte do corpo que examinamos rotineiramente junto ao rosto na prática clínica para fins diagnósticos, especialmente porque a acromegalia frequentemente se manifesta com alterações nas mãos”, explica Yuka Ohmachi, pós-graduanda da instituição.

Para reforçar a proteção de dados, os pesquisadores limitaram as imagens ao dorso da mão e ao punho cerrado, evitando fotos da palma, já que as linhas palmares são altamente individuais e poderiam revelar a identidade do paciente. Ao todo, 725 pacientes de 15 instituições médicas no Japão contribuíram com mais de 11 mil imagens para treinar e testar o modelo.

Os resultados foram publicados no periódico Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. Segundo o estudo, o sistema apresentou níveis muito elevados de sensibilidade e especificidade na identificação da doença. Em comparações diretas, a IA superou endocrinologistas experientes que avaliaram as mesmas fotografias.

“Francamente, fiquei surpresa que a precisão diagnóstica tenha alcançado um nível tão alto usando apenas fotografias do dorso da mão e do punho cerrado. O que me chamou particularmente a atenção foi alcançar esse desempenho sem características faciais, o que torna essa abordagem muito mais prática para triagem de doenças”, diz Ohmachi.

Potencial para outras doenças

A equipe agora pretende adaptar a tecnologia para detectar outras condições médicas que também provocam alterações visíveis nas mãos, como artrite reumatoide, anemia e hipocratismo digital. “Este resultado pode ser o ponto de partida para expandir o potencial da IA médica”, afirma Ohmachi.

Os pesquisadores ressaltam que, na prática clínica, o diagnóstico não depende apenas de imagens. Histórico médico, exames laboratoriais e avaliação física continuam sendo fundamentais. Para eles, a ferramenta deve atuar como apoio aos profissionais de saúde, e não como substituta.

No estudo, a tecnologia é descrita como uma forma de “complementar a expertise clínica, reduzir falhas diagnósticas e permitir intervenção mais precoce”.

Fukuoka conclui: “Acreditamos que, ao desenvolver ainda mais essa tecnologia, ela poderá levar à criação de uma infraestrutura médica em check-ups abrangentes para encaminhar casos suspeitos de distúrbios relacionados às mãos a especialistas. Além disso, poderá apoiar médicos não especialistas em contextos regionais de saúde, contribuindo para a redução das desigualdades no atendimento.”

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