O ex-jogador Adriano disse ontem que sua mãe foi alvo de um golpe pelas redes sociais. Segundo ele, o criminoso se passou por ele e a convenceu a transferir R$ 15 mil. Como funciona esse tipo de golpe?
O que aconteceu
O contato era feito por WhatsApp e o criminoso se passava pelo ex-jogador. Segundo captura de tela compartilhada por Adriano, uma pessoa se apresentava como ele (inclusive com foto do perfil) e informava que aquele número era novo, “pois o antigo vazou na internet”.
Tática do “este é o meu novo número” é comum em golpes pelo WhatsApp. A estratégia envolve usar um novo número de telefone, pegar uma foto nas redes sociais, colocar no perfil e estabelecer contato. Na maioria das vezes, envolve um pedido de ajuda via mensagem de texto e solicitação de transferência de dinheiro. Por ter uma foto legítima, as vítimas geralmente acreditam e fazem a transferência…
Golpe contra mãe de Adriano envolvia estratégia sofisticada. Segundo apuração, foi usada inteligência artificial. Ainda que o jogador não tenha publicado mais detalhes sobre isso, há algumas possibilidades de uso da deepfake (quando alguém usa IA para criar uma mídia sintética com características convincentes).
Voz clonada: por ser um jogador famoso, há muitos registros da voz de Adriano pela internet. É possível que alguém reúna amostras e use uma IA para falar o texto que o golpista quiser.
Imagem e voz clonada: utilizando voz e imagens do jogador, criminosos podem enviar um vídeo ou fazer uma chamada de vídeo clonando rosto e voz de uma pessoa. Neste último caso, a técnica é um pouco defeituosa, então pode ter problemas de sincronia de fala e movimento dos lábios.
O que fazer para evitar
Desconfie de mensagens com caráter de urgência. É comum que golpistas usem esse tipo de situação (necessidade de dinheiro ou problemas de crédito) para convencer as vítimas.
Caso o contato seja em nome de uma empresa, utilize outros canais de comunicação oficiais para validar a informação. Prefira entrar em contato pelos números disponíveis no site oficial da companhia…
Antes de transferir ou pagar, verifique a identidade de quem está solicitando o Pix e da pessoa de destino. Muitas vezes, golpistas usam contas laranja (em nome de terceiros) para ocultar quem vai receber o dinheiro.
Use palavras-chave com o familiar ou faça perguntas pessoais, como o nome do primeiro animal de estimação ou a cor do primeiro carro.
Se possível, faça chamada de vídeo com a pessoa antes de fazer qualquer tipo de transferência em dinheiro.
Não clique em links recebidos por email, mensagens de SMS e WhatsApp…
