Especialista Gabriel Almeida alerta para impactos emocionais e limites do uso de remédios para emagrecer;
O uso de canetas emagrecedoras entrou no centro do debate público após celebridades brasileiras falarem abertamente sobre exageros, dependência e os limites do emagrecimento medicamentoso. Nos últimos meses, relatos pessoais deslocaram a discussão do resultado estético para o impacto emocional e a dificuldade de manter o peso quando o medicamento é interrompido.
Uma das declarações mais recentes veio de Simone Mendes, que comentou o uso exagerado das canetas em entrevista publicada no início de 2026. Ao abordar o tema, a sertaneja reconheceu que o medicamento pode ajudar quando há indicação médica, mas fez um alerta direto sobre os excessos:
“Eu acho que a gente precisa ter consciência para não perder o equilíbrio e não ficar na dependência daquilo ali. Tenho visto muita gente passando dos limites”, afirmou.
Simone já contou anteriormente que eliminou cerca de 40 quilos ao longo dos últimos anos, embora não tenha confirmado o uso da caneta em seu próprio processo. Outros relatos de famosas também reacenderam o debate.
A cantora Luiza Possi, por exemplo, relatou em entrevistas que utilizou medicação injetável no pós-gestação, após ganhar mais de 25 quilos nas duas gravidezes. Segundo ela, o medicamento ajudou no início, mas acompanhamento médico e mudança de hábitos foram determinantes para manter os resultados.
Karoline Lima revelou, em vídeos publicados em 2024, que recorreu à caneta após sofrer pressão estética nas redes sociais. Em seu relato, a modelo disse que a decisão foi impulsiva e comentou o impacto emocional do uso motivado por cobrança externa, reforçando o debate sobre dependência psicológica e expectativas irreais em relação ao corpo.
Famosas aderem ao ‘Ozempic’
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Celebridades admitiram uso do remédio, que é destinado ao tratamento de diabetes
Em 2025, a atriz Giovanna Chaves também entrou na discussão ao afirmar que pretendia usar uma caneta emagrecedora para perder cerca de 3,5 quilos, mesmo estando dentro de um peso considerado saudável. A declaração gerou críticas e ampliou o questionamento sobre a banalização do medicamento entre pessoas sem indicação clínica clara.
Outra influenciadora que trouxe atenção ao tema foi Viih Tube, que admitiu ter experimentado Ozempic e Mounjaro, conhecidos por seus efeitos de supressão de apetite e controle glicêmico. Segundo a ex-BBB, a experiência com os medicamentos não foi positiva. Ela optou por mudar os hábitos alimentares e de atividade física, perdendo mais de 20 quilos em um ano, além de se submeter a procedimentos estéticos.
Para Gabriel Almeida, especialista em emagrecimento e saúde metabólica, o principal risco não está no remédio em si, mas na relação que se cria com ele. “O maior perigo é quando o medicamento deixa de ser uma ferramenta temporária e passa a virar uma muleta emocional. A pessoa começa a acreditar que só consegue manter o peso se continuar usando”, explica.
Segundo o médico, quando não existe uma estratégia de saída, com reeducação alimentar e acompanhamento, o efeito rebote é comum. “A frustração de ver o peso voltar faz com que muitas pessoas queiram retomar o uso indefinidamente. Sem mudança de comportamento, nenhum remédio sustenta resultado no longo prazo”, conclui.
