EM DESUSO

5 recursos de celulares que envelheceram mal e não fazem mais sentido

Tecnologias consideradas inovadoras para sua época não resistiram ao teste do tempo e caíram em desuso; lista inclui telas 3D sem óculos, teclados QWERTY e mais;

O início dos anos 2000 foi marcado por uma onda de inovações no mercado de celulares, impulsionada pela rápida expansão e popularização dos aparelhos. Muitas dessas tecnologias chamaram a atenção do público e foram tratadas como grandes avanços, mas não resistiram ao tempo e ao surgimento de soluções mais eficientes.

Recursos como as telas resistivas, comuns nos primeiros celulares com tela sensível ao toque e que exigiam força para executar comandos, e as telas 3D sem óculos, que consumiam muita bateria e tinham uso limitado, são exemplos de ideias que envelheceram mal. Pensando nisso, reuniu seis tecnologias que foram febre em sua época, mas acabaram caindo em desuso ou passaram por profundas reformulações.

6 recursos de celulares que envelheceram mal e não fazem mais sentido

Esses recursos fizeram muito sucesso na época, mas envelheceram mal. Confira seis deles.

  1. Telas resistivas
  2. Telas 3D sem óculos
  3. Botão de acesso à Internet WAP
  4. Teclados Físicos “slide” (QWERTY)
  5. TV Digital

1. Telas resistivas

As telas resistivas funcionavam por pressão: para executar um comando, era necessário pressionar o visor com força, geralmente usando uma caneta stylus ou a unha. Além de pouco práticos, esses displays não reconheciam múltiplos toques simultâneos, o que inviabilizava gestos hoje comuns, como o zoom com movimento de pinça.

Essa limitação tornava a navegação mais lenta e menos fluida, transmitindo a sensação de travamentos constantes. Com a chegada das telas capacitivas, que respondem ao toque leve do dedo e oferecem suporte ao multitouch, as telas resistivas foram rapidamente descartadas. A experiência mais natural e responsiva acabou tornando obsoleta também a necessidade de canetas stylus.

Telas resistivas funcionavam por pressão, o que tornava a navegação mais lenta e menos fluida — Foto: TechTudo
Telas resistivas funcionavam por pressão, o que tornava a navegação mais lenta e menos fluida

2. Telas 3D sem óculos

Entre 2011 e 2012, as telas 3D sem óculos foram apresentadas como o futuro do entretenimento móvel. Baseadas na tecnologia de barreira de paralaxe, elas criavam a ilusão de profundidade ao direcionar imagens diferentes para cada olho.

Na prática, porém, o recurso apresentou diversos problemas: funcionava apenas em ângulos específicos, causava desconforto visual em parte dos usuários, consumia mais bateria e dispunha de pouco conteúdo compatível. Sem oferecer ganhos reais no uso cotidiano e diante do avanço de telas com maior resolução, brilho e suporte a HDR, o 3D sem óculos rapidamente perdeu espaço.

O LG Optimus 3D foi um dos celulares lançados com tela 3D — Foto: Divulgação
O LG Optimus 3D foi um dos celulares lançados com tela 3D —

3. Botão de acesso à Internet WAP

Muito comum em celulares mais antigos, o botão de acesso à Internet WAP prometia facilitar a navegação móvel ao direcionar o usuário diretamente para o portal da operadora. O problema é que ele era frequentemente acionado de forma acidental, especialmente ao guardar o aparelho no bolso.

Para quem não tinha um plano de dados contratado, isso resultava em cobranças inesperadas e contas elevadas, o que gerava frustração e desconfiança. Com a evolução dos planos de Internet móvel, hoje mais acessíveis e transparentes, e a mudança na forma de acesso à rede, esse tipo de botão perdeu completamente o sentido.

O Nokia 7110 foi o primeiro celular lançado com botão de acesso à Internet WAP — Foto: Reprodução/Reddit @vintagemobilephones
O Nokia 7110 foi o primeiro celular lançado com botão de acesso à Internet WAP

4. Teclados Físicos “slide” (QWERTY)

Os teclados físicos QWERTY, geralmente ocultos sob a tela e revelados por um mecanismo deslizante, foram muito populares entre profissionais que precisavam digitar e-mails e textos longos. O layout com teclas dedicadas facilitava a escrita em comparação aos antigos teclados numéricos, em que era preciso pressionar uma tecla múltiplas vezes para obter determinado caractere.

Com o avanço das telas sensíveis ao toque e a evolução dos teclados virtuais — que passaram a oferecer correção automática, sugestões de palavras e digitação por gestos —, os teclados físicos deixaram de ser uma vantagem. O ganho de espaço para telas maiores e o design mais simples aceleraram o desaparecimento desse formato.

O Photon Q foi uma das apostas da Motorola no ramo de celulares com teclado físico "slide" — Foto: Divulgação
O Photon Q foi uma das apostas da Motorola no ramo de celulares com teclado físico “slide”

5. TV Digital

Com a proposta de transformar o celular em uma TV portátil por meio de uma antena integrada, a TV Digital em smartphones foi uma febre no início da década de 2010. Apesar da ideia atrativa, a execução deixava a desejar: o sinal era instável, a cobertura, limitada, e o consumo de bateria, elevado. Com a popularização da Internet móvel e o crescimento das plataformas de streaming, que oferecem melhor qualidade de imagem e maior estabilidade, a TV Digital integrada aos celulares deixou de fazer sentido.

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